O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu um inquérito civil para apurar as condições de bem-estar do casal de ursos-de-óculos que vive no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP).
A investigação foi instaurada em 31 de agosto, após uma denúncia apontar possíveis problemas no recinto destinado aos animais, como espaço reduzido, ambiente abafado, falta de limpeza adequada e poucas estratégias de enriquecimento ambiental.
A Prefeitura de Sorocaba foi intimada a apresentar informações e relatórios sobre as condições do recinto. O prazo estabelecido pelo Ministério Público termina em 1º de outubro.
Em nota, a Prefeitura informou que foi intimada sobre a abertura do inquérito e que prestará todos os esclarecimentos solicitados dentro do prazo legal. O município também afirmou que os animais são acompanhados pela equipe técnica do zoológico, responsável pelos manejos alimentar, comportamental e sanitário, seguindo protocolos de bem-estar animal.
Pepito e Penélope
O zoológico abriga atualmente o casal de ursos-de-óculos Pepito e Penélope. Os animais vivem na unidade há mais de 15 anos.
Pepito chegou a Sorocaba em 2012, vindo do Zoológico de Salvador (BA). Penélope chegou um ano antes, em 2011, transferida do Zoológico de Sapucaia do Sul (RS).
O inquérito também considera a possibilidade de transferência dos animais caso sejam comprovadas situações de maus-tratos ou condições inadequadas de permanência.
Um dos locais avaliados para receber os ursos é um santuário de animais silvestres localizado em Joanópolis (SP), na região da Serra da Mantiqueira, próxima à divisa com Minas Gerais.
A instituição também foi intimada pelo MPSP para informar se possui estrutura e capacidade para receber os animais.
Investigação já havia ocorrido em 2025
Esta não é a primeira vez que o Ministério Público apura denúncias relacionadas ao urso do zoológico de Sorocaba.
Em setembro de 2025, o órgão solicitou diligências à Polícia Ambiental e pediu explicações à Prefeitura após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostravam o recinto utilizado pelo animal com a presença de vários urubus.
A nova investigação deverá analisar as condições atuais do espaço e as medidas adotadas para garantir o bem-estar dos animais.
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