A polícia localizou, na última sexta-feira (7), a cabeça e as mãos de Esther Estinor, de 39 anos, haitiana que foi assassinada e teve o corpo esquartejado em Votorantim. Os restos mortais estavam escondidos em uma área de mata de acesso complicado, nas proximidades da residência onde a vítima morava com o ex-companheiro.
O local foi indicado pelo principal suspeito do crime, Charles Anglade, de 36 anos, que foi localizado no Suriname no dia 1º de agosto. Após ser deportado para o Brasil, ele passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada, sendo encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos.
Na sexta-feira, o investigado foi levado para Sorocaba por equipes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic). Durante as diligências, ele apontou aos policiais o ponto onde estariam enterradas as partes do corpo que ainda não haviam sido encontradas.
Segundo o delegado Rodrigo Ayres, a Justiça autorizou a retirada temporária do preso do CDP para que ele pudesse ser ouvido e participar das diligências.
“Solicitamos autorização para o juiz da Vara de execuções para retirá-lo, porque ele estava preso então no CDP, e trazê-lo até Sorocaba, para algumas diligências, para ele ser ouvido, interrogado e também para que ele pudesse apontar onde estaria enterrado os restos mortais da vítima”, explicou o delegado.
As equipes encontraram a cabeça e as mãos dentro de uma sacola. Depois da conclusão dos trabalhos no local, Charles foi levado novamente para o CDP de Guarulhos, onde permanece preso preventivamente.
Entenda o crime
Esther Estinor foi encontrada morta em março, em uma área de mata nos fundos da residência onde vivia, no Jardim Tatiana, em Votorantim.
Na época, o corpo apresentava sinais de esquartejamento e estava sem a cabeça, as duas pernas e as mãos. O caso passou a ser investigado pela polícia, que apontou o ex-companheiro da vítima, também haitiano e de 36 anos, como suspeito.
Durante a perícia realizada na residência, os investigadores encontraram um quarto com uma grande quantidade de sangue. Exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar no esclarecimento do crime.
Com a localização da cabeça e das mãos, a polícia avança nas diligências para esclarecer completamente as circunstâncias do assassinato.
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