O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (31) a suspensão do afastamento do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga, que havia sido imposto no âmbito da Operação Copia e Cola. A decisão ainda permite recurso.
Conhecido nas redes sociais pelo estilo descontraído e vídeos que viralizam, Manga estava fora do cargo desde 6 de novembro de 2025, quando foi alvo da segunda fase da operação conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos em contratos ligados à gestão de duas unidades de saúde do município.
Durante os cerca de cinco meses de afastamento, a prefeitura foi comandada pelo vice-prefeito Fernando Martins.
Com a nova decisão, a expectativa é de que Rodrigo Manga retome o comando do Executivo já na tarde desta quarta-feira (1º). Segundo a defesa, representada pelo advogado Daniel Bialski, o STF já comunicou oficialmente o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e a administração municipal.
Antes de chegar ao STF, o pedido de habeas corpus havia sido negado tanto pelo TRF-3 quanto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mantiveram o afastamento como medida cautelar para não interferir nas investigações.
Ao analisar o caso, Nunes Marques considerou que a medida de afastamento configurava uma “intervenção excessiva” na gestão política e administrativa da cidade. Ele também destacou que a demora na revisão da decisão poderia impactar diretamente os direitos políticos de Manga, especialmente diante do prazo para eventual pré-candidatura nas eleições deste ano, que se encerra no próximo sábado (4).
Além de poder retornar ao cargo, o prefeito também recupera o direito de frequentar prédios públicos.
Em nota, a defesa comemorou a decisão e afirmou que o STF reconheceu a ausência de fundamentos suficientes para manter o afastamento. Já a assessoria de Manga informou que o prefeito ainda avalia se reassume imediatamente ou se opta por deixar o cargo para disputar as eleições de 2026.
O próprio Manga celebrou a decisão e declarou que a Corte reafirmou a defesa dos direitos políticos e da vontade popular.
Share this content:

